sábado, 25 de fevereiro de 2012

Hipocrisia


Por Laira Carolina Arvelos
 
Desde criança somos instruídos a respeitar o próximo, a não fazer pelo outro o que não queríamos que fizessem com a gente, a sermos gentis e educados. Depois crescemos e vivenciamos junto aos que nos cercam, pessoas emaranhadas em antagonia.Confusão! Hipocrisia?
A maior necessidade humana é a de respeito; uma vez que é no ato de pensar, agir e projetar o bem no outro que nos tornamos mais humanos, é com essas ações de cidadania que conseguimos com a pureza de uma criança sorrir, ou quem sabe descansar a cabeça em paz no travesseiro e consequentemente fortificar este complexo modelo de vida, que chamamos de sociedade.
A sociedade contemporânea é marcada por uma contradição; enquanto a revolução tecnológica, a expansão das cidades e meios de transporte conseguiu deixar o homem convicto a dar um passo à frente abriu diante dele um precipício, acentuado de solidão, pobreza de contato e relação social, violência na família, no trânsito e no trabalho.
O homem vive na multidão, mais não convive com quem está próximo. É capaz de manipular moléculas e a mais alta tecnologia, mas não possui a sabedoria de ajudar alguém a atravessar a rua.
Tem tempo para fazer de tudo, quer tudo ao mesmo tempo, mas não consegue ver a beleza do ócio diante de uma noite fria e calma!
Como já dizia Drummond:
“_ ETA! VIDA BESTA, MEU DEUS!”

domingo, 11 de dezembro de 2011

ESPERANÇA



Por Laíra Carolina Arvelos

Por que você se foi?
Por que me deixou só...
Ah! Esperança, você não tinha o direito de se arrancar do meu peito assim desse jeito...
De me deixar assim existindo, apenas.
Sem vida...

Sem ânimo...

Sem sonhos.

O que farei sem a sua presença que na verdade é a essência dos pobres mortais...
Ah! Esperança vê se volta pra sua casa, porque esta pessoa que aqui fala, tem caído e se no chão resvala sem você, não volta mais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A morte


Por Laira Carolina Arvelos

Não queria que ninguém morresse.

Podem me dizer que não haveria lugar para tanta gente na terra, podem dizer que eu não existiria se a morte não existisse...

Acho a morte tão injusta...

Fera cruel, que arranca de nós aqueles que mais amamos, assim, sem avisar, sem nos preparar, sem nos ensinar como agir...

Carnívora que leva consigo o bem que mais amamos, que nos desconsola, que nos machuca, que leva um pedacinho de nós com quem se vai.

A todos aqueles que perderam alguém, aos que se foram e estão em algum lugar melhor velando essa nossa dor e limitação humana...Paz! Muita Paz...


sábado, 27 de agosto de 2011

Palavras


Por Laira Carolina Arvelos
Anjos alados que emocionam, pássaros sublimes que encantam, pontes firmes que transportam, pairam, consolam, dilaceram...

Sonhos almejados que se cansam, fatos consumidos que imperam, arte, vida , fome, dança...
Algo conquistável que se espera...
Paz e harmonia que flutua, alma incendiada que ecoa, a saudade, o fascínio, sobrevoa a alma dos mortais que se aventuram...
Bailam e sublimam pensamentos, guardam e regem os sentimentos.
Palavras; verdade? mentira? feras? úlceras? ou primavera?

sábado, 30 de julho de 2011

Passarinho


Por Laira Carolina Arvelos

Cortaram-me a asa!
e eu passarinho triste em meu ninho já não posso voar.
As lembranças é que ficam ver tudo do alto,
agora só posso sonhar.
Cortaram-me a vida,
tiraram-me a liberdade,
agora só me resta a ferida da saudade.
Prostada enferma...não me deixes assim, eu quero sentir que sou amada,
mais apesar da asa quebrada, sinto mais falta do seu amor sem fim.
Me negas o amor?
Força já não tenho mais.
Terás a notícia então:morreu um passarinho,lá perto daquele cais,
o motivo ainda ecoa,que perto daquela proa,
um dia cortaram-lhe o coração.

sábado, 23 de julho de 2011

Amor

Por Laíra Carolina Arvelos

As pessoas achavam que eu era feliz, mas não me entendiam; não era bem assim...
Estava em agonia, estagnada, ferida, no fim. Meus pensamentos e o futuro me assombravam, afligia-me até me sucumbir, a alegria da vida que eu acreditava que em mim pulsava era cada vez abafada e a confiança que tinha nas pessoas, todo aquele encanto, se desfalecia... E já cega, engasgada dúvidas me desnorteavam:

_O que sou? _O que será de mim? _Haverá alguma razão para vida?

Até que desatenta e ofuscada pelo engano que tinha me tornado, o sincronismo da vida se lembrou de mim.

As coisas que antes eram insípidas. Agora tinham sabor, o que me atormentava, agora não era mais do que superficial. Nunca fui feliz? Talvez, vivi muitos momentos felizes; mais você me deu constância.

Embora não alcance a eternidade, é indelével, arrebatador e quem sabe assombroso o bem que você me faz,lamento se chego a te magoar ou ferir, pois saber que algum mal te fiz me consumiria, dilaceraria...

Jamais acreditei que alguém alcançaria o meu âmago, que compreenderia ou mesmo aceitaria minhas confusões, alguém que escutasse meu choro, me fizesse sorrir, alguém que só com os olhos conseguisse me afagar e acalmar.

Direi quase que inaudível suave ou em ruído, suspirando ou bradando:

_ Eu te amo...

E quanto àquelas perguntas que antes não tinham respostas:

_Sou sua _Serei sua _Você é minha razão

Obrigado me fazer feliz.

...”Quero estar com você em um momento chamado sempre”...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O espelho

Por Laíra Carolina Arvelos

O Espelho reflete e eu reflito? Uma imagem no espelho; quem é? Que desespero! Vejo minha incapacidade de ser verdadeiro; camuflagem.

O meu sorriso a muito deixou de ser real, há! Se ele expressase a verdade que sinto refletiria as lágrimas engasgadas, lembrança do que se foi, saudade...

Ser é tão difícil sustentar o ser mais ainda é, nas vielas do meu rosto o que vejo é o oposto de tudo que sou de tudo que fui; antítese.

Meu retrato minha alma, o que vejo? A tristeza de sonhos perdidos, a inconstância de uma vida sem êxitos sem planos, perdas?

O espelho reflete minha vontade de mudar o mundo de ser melhor, mas também as frustrações de uma batalha que se chama vida, que não procurei travar, mas me impuseram; tensão.

Ao olhar o espelho ele me olha, sorri se entristece, faz careta se enraivece, o espelho é um artista e está cantando um espetáculo novo, uma canção que jamais se ousou tocar; loucura.

Olho, e o que vejo me invade, um amor que em mim está impregnado por heróis que se foram e não me conheceram, pelas pessoas que estão ao meu lado, o espelho reflete minha vontade de pra sempre tê-los; eternidade.

Corram! O espelho ficou louco, movimentos indesejados, corpo parado, choro, gritos e cantos. De repente nada mais é poético, olho o espelho e ele volta apenas refletir; uma imagem, um rosto, uma pessoa; realidade.

E quando me percebo ali parado diante de mim mesmo, sinto vergonha de não me conhecer, nos apresentamos, podemos viver bons momentos juntos; reflexão.