
Por Laíra Carolina Arvelos
As pessoas achavam que eu era feliz, mas não me entendiam; não era bem assim...
Estava em agonia, estagnada, ferida, no fim. Meus pensamentos e o futuro me assombravam, afligia-me até me sucumbir, a alegria da vida que eu acreditava que em mim pulsava era cada vez abafada e a confiança que tinha nas pessoas, todo aquele encanto, se desfalecia... E já cega, engasgada dúvidas me desnorteavam:
_O que sou? _O que será de mim? _Haverá alguma razão para vida?
Até que desatenta e ofuscada pelo engano que tinha me tornado, o sincronismo da vida se lembrou de mim.
As coisas que antes eram insípidas. Agora tinham sabor, o que me atormentava, agora não era mais do que superficial. Nunca fui feliz? Talvez, vivi muitos momentos felizes; mais você me deu constância.
Embora não alcance a eternidade, é indelével, arrebatador e quem sabe assombroso o bem que você me faz,lamento se chego a te magoar ou ferir, pois saber que algum mal te fiz me consumiria, dilaceraria...
Jamais acreditei que alguém alcançaria o meu âmago, que compreenderia ou mesmo aceitaria minhas confusões, alguém que escutasse meu choro, me fizesse sorrir, alguém que só com os olhos conseguisse me afagar e acalmar.
Direi quase que inaudível suave ou em ruído, suspirando ou bradando:
_ Eu te amo...
E quanto àquelas perguntas que antes não tinham respostas:
_Sou sua _Serei sua _Você é minha razão
Obrigado me fazer feliz.
...”Quero estar com você em um momento chamado sempre”...