Por Laira Carolina Arvelos
Desde criança somos
instruídos a respeitar o próximo, a não fazer pelo outro o que não queríamos
que fizessem com a gente, a sermos gentis e educados. Depois crescemos e
vivenciamos junto aos que nos cercam, pessoas emaranhadas em
antagonia.Confusão! Hipocrisia?
A maior necessidade
humana é a de respeito; uma vez que é no ato de pensar, agir e projetar o bem
no outro que nos tornamos mais humanos, é com essas ações de cidadania que
conseguimos com a pureza de uma criança sorrir, ou quem sabe descansar a cabeça
em paz no travesseiro e consequentemente fortificar este complexo modelo de
vida, que chamamos de sociedade.
A sociedade
contemporânea é marcada por uma contradição; enquanto a revolução tecnológica,
a expansão das cidades e meios de transporte conseguiu deixar o homem convicto
a dar um passo à frente abriu diante dele um precipício, acentuado de solidão,
pobreza de contato e relação social, violência na família, no trânsito e no
trabalho.
O homem vive na
multidão, mais não convive com quem está próximo. É capaz de manipular
moléculas e a mais alta tecnologia, mas não possui a sabedoria de ajudar alguém
a atravessar a rua.
Tem tempo para fazer
de tudo, quer tudo ao mesmo tempo, mas não consegue ver a beleza do ócio diante
de uma noite fria e calma!
Como já dizia
Drummond:
“_ ETA! VIDA BESTA,
MEU DEUS!”
