
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
domingo, 11 de dezembro de 2011
ESPERANÇA

segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A morte
Por Laira Carolina Arvelos
Não queria que ninguém morresse.
Podem me dizer que não haveria lugar para tanta gente na terra, podem dizer que eu não existiria se a morte não existisse...
Acho a morte tão injusta...
Fera cruel, que arranca de nós aqueles que mais amamos, assim, sem avisar, sem nos preparar, sem nos ensinar como agir...
Carnívora que leva consigo o bem que mais amamos, que nos desconsola, que nos machuca, que leva um pedacinho de nós com quem se vai.
A todos aqueles que perderam alguém, aos que se foram e estão em algum lugar melhor velando essa nossa dor e limitação humana...Paz! Muita Paz...
sábado, 27 de agosto de 2011
Palavras
Anjos alados que emocionam, pássaros sublimes que encantam, pontes firmes que transportam, pairam, consolam, dilaceram...
Sonhos almejados que se cansam, fatos consumidos que imperam, arte, vida , fome, dança... Algo conquistável que se espera...
Paz e harmonia que flutua, alma incendiada que ecoa, a saudade, o fascínio, sobrevoa a alma dos mortais que se aventuram...
Bailam e sublimam pensamentos, guardam e regem os sentimentos.
Palavras; verdade? mentira? feras? úlceras? ou primavera?
sábado, 30 de julho de 2011
Passarinho

Por Laira Carolina Arvelos
Cortaram-me a asa!
e eu passarinho triste em meu ninho já não posso voar.
As lembranças é que ficam ver tudo do alto,
agora só posso sonhar.
Cortaram-me a vida,
tiraram-me a liberdade,
agora só me resta a ferida da saudade.
Prostada enferma...não me deixes assim, eu quero sentir que sou amada,
mais apesar da asa quebrada, sinto mais falta do seu amor sem fim.
Me negas o amor?
Força já não tenho mais.
Terás a notícia então:morreu um passarinho,lá perto daquele cais,
o motivo ainda ecoa,que perto daquela proa,
um dia cortaram-lhe o coração.
sábado, 23 de julho de 2011
Amor
Por Laíra Carolina ArvelosAs pessoas achavam que eu era feliz, mas não me entendiam; não era bem assim...
Estava em agonia, estagnada, ferida, no fim. Meus pensamentos e o futuro me assombravam, afligia-me até me sucumbir, a alegria da vida que eu acreditava que em mim pulsava era cada vez abafada e a confiança que tinha nas pessoas, todo aquele encanto, se desfalecia... E já cega, engasgada dúvidas me desnorteavam:
_O que sou? _O que será de mim? _Haverá alguma razão para vida?
Até que desatenta e ofuscada pelo engano que tinha me tornado, o sincronismo da vida se lembrou de mim.
As coisas que antes eram insípidas. Agora tinham sabor, o que me atormentava, agora não era mais do que superficial. Nunca fui feliz? Talvez, vivi muitos momentos felizes; mais você me deu constância.
Embora não alcance a eternidade, é indelével, arrebatador e quem sabe assombroso o bem que você me faz,lamento se chego a te magoar ou ferir, pois saber que algum mal te fiz me consumiria, dilaceraria...
Jamais acreditei que alguém alcançaria o meu âmago, que compreenderia ou mesmo aceitaria minhas confusões, alguém que escutasse meu choro, me fizesse sorrir, alguém que só com os olhos conseguisse me afagar e acalmar.
Direi quase que inaudível suave ou em ruído, suspirando ou bradando:
_ Eu te amo...
E quanto àquelas perguntas que antes não tinham respostas:
_Sou sua _Serei sua _Você é minha razão
Obrigado me fazer feliz.
...”Quero estar com você em um momento chamado sempre”...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O espelho
O Espelho reflete e eu reflito? Uma imagem no espelho; quem é? Que desespero! Vejo minha incapacidade de ser verdadeiro; camuflagem.
O meu sorriso a muito deixou de ser real, há! Se ele expressase a verdade que sinto refletiria as lágrimas engasgadas, lembrança do que se foi, saudade...
Ser é tão difícil sustentar o ser mais ainda é, nas vielas do meu rosto o que vejo é o oposto de tudo que sou de tudo que fui; antítese.
Meu retrato minha alma, o que vejo? A tristeza de sonhos perdidos, a inconstância de uma vida sem êxitos sem planos, perdas?
O espelho reflete minha vontade de mudar o mundo de ser melhor, mas também as frustrações de uma batalha que se chama vida, que não procurei travar, mas me impuseram; tensão.
Ao olhar o espelho ele me olha, sorri se entristece, faz careta se enraivece, o espelho é um artista e está cantando um espetáculo novo, uma canção que jamais se ousou tocar; loucura.
Olho, e o que vejo me invade, um amor que em mim está impregnado por heróis que se foram e não me conheceram, pelas pessoas que estão ao meu lado, o espelho reflete minha vontade de pra sempre tê-los; eternidade.
Corram! O espelho ficou louco, movimentos indesejados, corpo parado, choro, gritos e cantos. De repente nada mais é poético, olho o espelho e ele volta apenas refletir; uma imagem, um rosto, uma pessoa; realidade.
E quando me percebo ali parado diante de mim mesmo, sinto vergonha de não me conhecer, nos apresentamos, podemos viver bons momentos juntos; reflexão.
Metamorfose Literária

Por Laíra Carolina Arvelos
Nunca esquecerei aquele dia em que consegui ler meu primeiro livro, quando cada letra se juntava em sílaba, em palavra e em realidade. Leitora precoce, mas apaixonada por ter ganhado uma companhia eterna, dócil e inefável; a literatura.
Desde a infância a leitura não foi pra mim só um hábito e sim um ritual onde olhos e livros se preenchiam, ler nunca foi uma obrigação e sim um vicio, no qual o livro falava e minha alma incendiada respondia.
O livro que me marcou quando criança foi “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles. Nunca me cansei de ler e reler seus versos, me imaginava ora bailarina ora Arabela na janela, aquele livro foi sempre tão mágico, tão sublime e as poesias de Cecília tão intensas que sempre me identifiquei com seus textos nostálgicos e melancólicos.
Os contos dos irmãos Grimm, as fábulas infantis, o Sítio do Picapau Amarelo, os 12 trabalhos de Hércules. Quantas histórias, quanta imaginação, lembrando destes livros não posso negar que tive uma infância intensa; fugindo do lobo mau, comendo maçãs envenenadas, perdendo meu sapatinho de cristal. Porém, o meu fascínio era mesmo pelas aventuras de Visconde de Sabugosa com toda a sua inteligência e por morar entre os livros.
O tempo passou e logo veio a insatisfação, não que tenha me cansado de ler, mas eu queria mais, queria ler livros maiores, aprender coisas novas, descobrir, desvendar, criar novo enredo, achar um sentido, me encontrar, construir minha personalidade.
Foi então que descobri os livros da coleção vaga-lume, foi amor a primeira vista. Se não li todos faltou pouco pra chegar lá; o quanto eu chorei, o quanto eu torci, o quanto eu ri e vibrei com estas histórias.
Da adolescência até agora não posso definir um gênero que li, pois em matéria de leitura sou bem eclética, em épocas mais espirituais li a bíblia, em outras mais rebeldes, Paulo Coelho, Dan Brown e Augusto dos Anjos, quando sofria lia Augusto Cury, em épocas políticas Carlos Drummond de Andrade, em épocas apaixonadas Vinícius de Moraes e Cruz e Souza, quando não tinha o que ler, lia bulas de remédios ou livros repetidos. Aliás, cada releitura é uma nova experiência.
Ultimamente tenho lido mais livros didáticos, no momento estou lendo um livro sobre Redação Científica e outro da coleção de Freud. Espero conseguir ler muito nessa minha fase acadêmica, para que eu me torne uma cidadã crítica, que não aceita as coisas predeterminadas, assim como fala Paulo Francis “Quem não lê não pensa e quem não pensa será pra sempre um servo”.
O futuro Social do Brasil

O futuro social do Brasil
Por Laíra Carolina Arvelos
Muito se fala sobre o Brasil. O Brasil território, o Brasil mão-de-obra, o Brasil econômico, o Brasil do futuro, são inúmeras suas facetas. Em suma, se faz necessária ordem entre estes pensamentos e, principalmente, que se forme uma identidade que não se detenha ao senso comum nem ao famoso “jeitinho brasileiro” para se alcançar o progresso.
Num futuro próximo seremos bombardeados com mudanças gerais. A conjuntura estatística nos revela uma população diferente, seremos um país mais “velho”, com jovens mais competitivos e crianças bem instruídas. As mulheres serão maioria, trabalharão mais. Será que serão respeitadas? Para o individuo o futuro social reserva transformações de hábitos: quebra de preconceito e reformulação de valores, seja no aspecto religioso ou em atitudes ambientais.
Economicamente seremos mais ricos, mas essa riqueza produzida não pode se transformar em ameaça ou injustiça. Necessitamos de uma organização que preze a saúde, a educação, a não violência e, principalmente, arranque o Brasil do mercado colonizado, exportador e o lance nos braços do crescimento sustentável e auto-suficiente.
Crescer é um estado de adaptação, política consciente, otimismo e boas ações. Que o futuro do Brasil nos torne produtivos e administradores da nossa produção, que o futuro nos reserve riqueza e não mediocridade. O homem brasileiro é seu maior inimigo e aliado e está em suas mãos sanar as feridas coletivas, descongelar a pátria amada e trabalhar em prol de sua liberdade.
O futuro brasileiro é essencialmente simpatia e fama e a sua organização futura é opcional: um carnaval? uma novela legal? desmoralidade social? rombo nacional? ou um bom final...