
Metamorfose Literária
Por Laíra Carolina Arvelos
Nunca esquecerei aquele dia em que consegui ler meu primeiro livro, quando cada letra se juntava em sílaba, em palavra e em realidade. Leitora precoce, mas apaixonada por ter ganhado uma companhia eterna, dócil e inefável; a literatura.
Desde a infância a leitura não foi pra mim só um hábito e sim um ritual onde olhos e livros se preenchiam, ler nunca foi uma obrigação e sim um vicio, no qual o livro falava e minha alma incendiada respondia.
O livro que me marcou quando criança foi “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles. Nunca me cansei de ler e reler seus versos, me imaginava ora bailarina ora Arabela na janela, aquele livro foi sempre tão mágico, tão sublime e as poesias de Cecília tão intensas que sempre me identifiquei com seus textos nostálgicos e melancólicos.
Os contos dos irmãos Grimm, as fábulas infantis, o Sítio do Picapau Amarelo, os 12 trabalhos de Hércules. Quantas histórias, quanta imaginação, lembrando destes livros não posso negar que tive uma infância intensa; fugindo do lobo mau, comendo maçãs envenenadas, perdendo meu sapatinho de cristal. Porém, o meu fascínio era mesmo pelas aventuras de Visconde de Sabugosa com toda a sua inteligência e por morar entre os livros.
O tempo passou e logo veio a insatisfação, não que tenha me cansado de ler, mas eu queria mais, queria ler livros maiores, aprender coisas novas, descobrir, desvendar, criar novo enredo, achar um sentido, me encontrar, construir minha personalidade.
Foi então que descobri os livros da coleção vaga-lume, foi amor a primeira vista. Se não li todos faltou pouco pra chegar lá; o quanto eu chorei, o quanto eu torci, o quanto eu ri e vibrei com estas histórias.
Da adolescência até agora não posso definir um gênero que li, pois em matéria de leitura sou bem eclética, em épocas mais espirituais li a bíblia, em outras mais rebeldes, Paulo Coelho, Dan Brown e Augusto dos Anjos, quando sofria lia Augusto Cury, em épocas políticas Carlos Drummond de Andrade, em épocas apaixonadas Vinícius de Moraes e Cruz e Souza, quando não tinha o que ler, lia bulas de remédios ou livros repetidos. Aliás, cada releitura é uma nova experiência.
Ultimamente tenho lido mais livros didáticos, no momento estou lendo um livro sobre Redação Científica e outro da coleção de Freud. Espero conseguir ler muito nessa minha fase acadêmica, para que eu me torne uma cidadã crítica, que não aceita as coisas predeterminadas, assim como fala Paulo Francis “Quem não lê não pensa e quem não pensa será pra sempre um servo”.
Por Laíra Carolina Arvelos
Nunca esquecerei aquele dia em que consegui ler meu primeiro livro, quando cada letra se juntava em sílaba, em palavra e em realidade. Leitora precoce, mas apaixonada por ter ganhado uma companhia eterna, dócil e inefável; a literatura.
Desde a infância a leitura não foi pra mim só um hábito e sim um ritual onde olhos e livros se preenchiam, ler nunca foi uma obrigação e sim um vicio, no qual o livro falava e minha alma incendiada respondia.
O livro que me marcou quando criança foi “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles. Nunca me cansei de ler e reler seus versos, me imaginava ora bailarina ora Arabela na janela, aquele livro foi sempre tão mágico, tão sublime e as poesias de Cecília tão intensas que sempre me identifiquei com seus textos nostálgicos e melancólicos.
Os contos dos irmãos Grimm, as fábulas infantis, o Sítio do Picapau Amarelo, os 12 trabalhos de Hércules. Quantas histórias, quanta imaginação, lembrando destes livros não posso negar que tive uma infância intensa; fugindo do lobo mau, comendo maçãs envenenadas, perdendo meu sapatinho de cristal. Porém, o meu fascínio era mesmo pelas aventuras de Visconde de Sabugosa com toda a sua inteligência e por morar entre os livros.
O tempo passou e logo veio a insatisfação, não que tenha me cansado de ler, mas eu queria mais, queria ler livros maiores, aprender coisas novas, descobrir, desvendar, criar novo enredo, achar um sentido, me encontrar, construir minha personalidade.
Foi então que descobri os livros da coleção vaga-lume, foi amor a primeira vista. Se não li todos faltou pouco pra chegar lá; o quanto eu chorei, o quanto eu torci, o quanto eu ri e vibrei com estas histórias.
Da adolescência até agora não posso definir um gênero que li, pois em matéria de leitura sou bem eclética, em épocas mais espirituais li a bíblia, em outras mais rebeldes, Paulo Coelho, Dan Brown e Augusto dos Anjos, quando sofria lia Augusto Cury, em épocas políticas Carlos Drummond de Andrade, em épocas apaixonadas Vinícius de Moraes e Cruz e Souza, quando não tinha o que ler, lia bulas de remédios ou livros repetidos. Aliás, cada releitura é uma nova experiência.
Ultimamente tenho lido mais livros didáticos, no momento estou lendo um livro sobre Redação Científica e outro da coleção de Freud. Espero conseguir ler muito nessa minha fase acadêmica, para que eu me torne uma cidadã crítica, que não aceita as coisas predeterminadas, assim como fala Paulo Francis “Quem não lê não pensa e quem não pensa será pra sempre um servo”.
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